A simplicidade é o grau máximo da sofisticação. Leonardo DaVinci
Ao contrário do que ocorria até pouco tempo atrás, o problema pelo qual passamos hoje não é mais a dificuldade de acesso à informação, mas sua sobrecarga. E parece que os cerca de 100 bilhões de neurônios que temos não são suficientes para armazenar a quantidade de informações que recebemos dia após dia.
A chamada Lei de Miller (artigo proposto em 1956 pelo psicólogo George Miller) revela que o nosso cérebro só consegue se concentrar em cinco a nove informações por vez. Mas a exposição que sofremos diariamente já passou desse limite há anos e, como um mecanismo de defesa, nosso cérebro, anestesiado, ignora e descarta tudo o que não gera profundo interesse.
Essa "crise de atenção" é um fenômeno cada vez mais comum nas grandes cidades, fato preocupante para anunciantes e que obriga as agências a se desdobrarem para a veiculação de uma mensagem que se faça notar. Implorando por atenção, muitas empresas ainda insistem em veicular anúncios que interrompem bruscamente nossa navegação e nos fazem fechar pop-ups ou ignorar mensagens, pela raiva de não poder simplesmente ler em paz o conteúdo que nos interessa.
Parece um caminho sem volta – quanto mais nos esforçamos para que o consumidor nos enxergue, mais geramos ruído na comunicação e fica cada vez mais difícil nos fazermos notar. A solução, porém, pode ser mais simples do que parece. O princípio para driblar a "crise de atenção" está em veicular aos consumidores a mensagem certa, de acordo com seus desejos e suas necessidades, no lugar certo e no momento adequado.
Em um primeiro momento, pode parecer complexo não interromper o usuário e apresentar somente anúncios de seu interesse, mas, graças à economia digital, isso é tecnologicamente possível a anunciantes de todos os portes. Basta que agências e empresas percebam que o nome do jogo mudou, e a palavra-chave é relevância – bom para a agência, bom para o consumidor.
Adaptado de iMasters